
Negra flor lacrimosaAbandonada à própria sorte
Em convulsões de desprezo
Vomita no funesto jardimSangue e lágrimaSoluço e dor...
Oh, Dor!Por que regurgitastes?Antes deixasse o veneno ser digerido...Devolveu p'ra flor a vida!Por que???
Não, não é justo!Viver a vida, morta viva...Pobre flor negra, imortalAnjo escultural, deusa da LuaTeu espírito não perde a memóriaGuarda nas aveludadas pétalasLembranças inesquecíveis...
Ah, triste flor!Quanto amargo e dissabor o silencio produz...Condenada pelos sentimentosQue martírios mais terás que suportar?Amores milenares habitam seu coraçãoQuantos mais ainda o habitará?Perdeu o que jamais se poderá recuperar...
Nas horas mortas que a noite criaPare, ouça!Não, não é o vento que assobia...São os lamentos da negra florQue sofrendo por saudade,Desabafa seus aisEm lacrimosa melodia…
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