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Pisquei, e meu sonho no espaço explodiu...
Fragmentos de dor se espalharam por todo o cosmos...
Ecos da explosão ainda ecoam pelo jardim dos deuses
Despertando a Sibila e seus lamentos que dormiam...
A alma se recolheu em enlutado silêncio,
Debulhando dos seus olhos lágrimas gélidas do desengano...
Coroou o coração com gelo do iceberg que se formou
Como a sepultar ali, seu amor, assassinado pela desilusão...
Tantos sonhos mágicos sonhava esse amor,
Mas a ingratidão interferiu, e nenhum deles concretizou...
Feliz e esperançoso estava a construir um castelo dourado
Quando assim do nada, e tão cedo, uma bomba, a vida dele tirou...
Um sentimento jovem, tão profundo, mas ingênuo...
Não percebeu que um Véu de Maya lhe cobria a visão...
E como adolescente carregado de vigor, asas criou...
Muito alto voou, e lá nas alturas, certeiro golpe o alvejou...
Imagem google
5 comentários:
Assim como o segredo da esfinge... Viajo por esta poesia. Pela manhã sonho e percorro pelas duvidas e incertezas. Ao meio dia ouco-te e vivo a emoção de passarinhos em voo, na entrada da noite sou todo alegria e inspiração, aos pés das Sibilas ouço as professias e me quedo pela beleza da composição. Voce amiga está simplesmente voando pelos caminhos estelares das mais belas poesias,ainda que falas das tristezas e desilusões, o faz com maestria que temos de aplaudir e ficar assim... só olhando voce passar rumo aos mais lindos cantos dos encantos desta vida.Parabens por esta arte tão maravilhosa.Beijos de luz e paz com muita poesia.
FLOR DA VIDA está sou eu
EU...
Dizem que eu estou me tornando uma pessoa diferente com os anos que vão passando. Talvez o meu eu mulher me fiz invisível. Que a minha atuação na cena da vida diminuiu e estou me tornando inexistente para um mundo onde só cabe o impulso dos anos jovens.
Eu não sei se estou me tornando invisível para o mundo, mas pode ser. Porém nunca fui tão consciente da minha existência como agora, nunca me senti tão protagonista da minha vida, e nunca desfrutei tanto cada momento da minha existência.
Descobri que estou viva, e que a vida é bela, sei que não sou uma princesa de contos de fada, cada dia que passa descubro o ser humano sensível que sou e também como sou forte. Com minhas misérias e minhas grandezas. Em cada dia vou Descobrindo que posso me permitir o luxo de não ser perfeita, de estar cheia de defeitos, de ter fraquezas, de me enganar, de fazer coisas indevidas e de não corresponder às expectativas dos outros.
E a pesar disso…
Gostar de mim mesma.
Quando me olho no espelho e procuro quem fui… sorrio àquela que sou… Me alegro do caminho andado, assumo minhas contradições. Sinto que devo saudar a jovem que fui com carinho, mas deixá-la de lado porque agora me atrapalha. Seu mundo de ilusões e fantasias, já não me interessa. É bom viver sem ter tantas obrigações. E descubro também que é bom não sentir um desassossego permanente causado por correr atrás de tantos sonhos não realizados.
A cada dia descubro que “A vida é tão curta e a tarefa de vivê-la é tão difícil que quando começamos a aprendê-la, já é hora de partir "
Eu amo viver.
Beijos no seu coração.
Saudades
A ingratidão é mesmo um veneno muito amargo, mas o tempo é o elixir da cura.
Beijos no coração, Flor!!!
Flor da vida...minha querida...tristes, belos e sentidos seus versos...que tristeza a alma se recolher na solidão...e fazer até o coração congelar diante da ingratidão....
Doce final de semana...beijos...
Valéria
Obrigado pela força!
Mas eu continuarei com o blog, seguindo com o nome do Justiceiro.
Belíssimo poema!
Abraços!
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